domingo, 6 de abril de 2008

Causos – O Super e a chave da roda

Certo “super”, muito gente boa, solicito como sempre, resolve acompanhar sua consultora numa visita ao um cliente “diamante”.

Para os leigos, um cliente “diamante” é um cliente com possibilidades de gerarem bons e negócios e muito din-din.

E lá vão eles! Beca caprichada, cabelos alinhados, planos na ponta da língua. Resultado: Linhas, muitas linhas novas.

O “super” feliz da vida, consultora então, nem se fala e putz: cadê o celular! Ai começa a confusão!

Liga pro cliente! Não dá (nesse dia a vivo estava mexendo na rede e estava difícil falar no cel.)

Cliente percebe o esquecimento e liga pro escritório avisando para buscar o equipamento. Beleza!

Voltam!Não brinca, fecharam para o almoço, só retornam mais tarde. Tudo bem! Exclama o “super”, voltamos mais tarde.

Andam algumas quadras, calor de rachar, loucos para ficar no ar condicionado do carro.
Aproximam-se e bingo! O pneu traseiro está no chão!

Ela diz: Pega a chave de roda e trocamos rapidinho!
O “super” com um sorriso amarelo balbucia: não tenho!

Ela diz: Não entendi? Não tem o que?
O “super” repete, com o mesmo sorriso amarelo, mas, num tom mais audível, A CHAVE DE RODA DO CARRO.

Putz! É à hora de chamar o nosso herói, o “menino de ouro” (sua identidade é segredo, como a de todos os heróis, é claro!).

Chave de roda nas mãos, nosso “menino de ouro” caminha mais de 30 quarteirões (eu acho! tenho problema com meu GPS) e vai cumprir sua missão.

Não deu nem para agradecer a ele, pois como bom consultor que é, tinha um horário agendado e não tinha tempo para conversas.

Pneu trocado, pedido na mão, é só correr para dar tempo de inserir (mas isso é outra história, que conta depois), afinal a fila anda!

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